Sobre (Re) começos

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Eu nunca fui muito regrada quanto a horários, quanto a objetivos… Na verdade nunca fui regrada quanto a nada e essa falta de compromisso com as coisas acabou refletindo aqui, na frequência com que escrevo e em todas as vezes que eu já disse que ia recomeçar a postar e retomar minhas ideias; já fiz isso pelos menos umas três (???) vezes. Mas, dessa vez eu quero levar a sério e ao menos uma vez na semana pretendo postar algo legal e inspirador de ler por aqui, sabe?

Isso pra mim também é um exercício e um desafio. As vezes me expor e socializar, por pouquinho que seja, da forma que seja é muito difícil pra mim e aí por medo, eu “fujo” da empreitada. Fazer isso é também tentar fazer algo por mim, desvinculado-me de meios acadêmicos ou de trabalho, algum lugar que eu possa falar sobre tudo e sobre nada.

Você pode estar aí se preguntado: “Mas, Bah… Você decide tomar essa atitude agora?! Falta tão pouco para o ano acabar!” Eu te respondo, que não importa quanto falta para mudarmos de calendário, o que importa é a vontade de fazer. Eu preciso fazer algo diferente, é uma coisa meio deleuziana: “Um pouco de possível, senão sufoco” (beijos para menina que disse que não ia falar de questões acadêmicas, a rainha da coerência lógico-textual ;D).

Realmente quero que esse espaço sirva para ser um respiro, meu e quem sabe de outros que se identifiquem com essas baboseiras.

 

Até já,
Bah 😉

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Favoritos <3 | Janeiro de 2016

 

E eis que já acabou o primeiro mês de 2016!

Janeiro foi um mês intenso e um pouco bagunçado, acho que é meio assim todo começo de ano né? Mas fevereiro já esta ai e agora o ano começa de vez! ^^

Embora, tenha sido um mês intenso, não aconteceu nada de muito grandioso. Mas, ainda assim, eu consegui separar algumas das minhas coisas favoritas para mostrar aqui:

1.Planejamento do Ano:

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Eu sou a louca dos caderninhos, dos bloquinhos, das canetas, resumindo qualquer dono de papelaria ficaria muito feliz em saber que eu sou uma cliente.

Assim, começar o ano revendo o que deu certo no ano passado ou o que precisa ser melhorado para esse ser excepcional é algo indispensável, ainda mais se for com um calendário e uma agenda tão fofinhos assim.

 

2. Estantes novas *-*:

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Ignorem a bagunça e qualidade maravilhosa da foto e contemplem o novo lar dos meus livros! *-*

Eu já não tinha mais espaços nas minhas estantes antigas, meus livros estavam se acumulando no bau da minha cama (insira aqui um emoji de espanto).

Aí, o namorado, com uma super paciência, projetou, mediu, mandou cortar a madeira e montou as estantes pra mim! Eu amei, além disso, agora sobra espaço para as futuras aquisições. E isso nos leva ao próximo item.

3. Coleções organizadas e novos colecionáveis:

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“I’m having an old firend for dinner…”

Genteeeee, olha que fofo o meu Hannibal! Eu ainda não tenho muitos Funkos Pops, mas a coleção está crescendo e essa gracinha habita junto a minha coleção de HQ’s.

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Falando em HQ’s, uma das coisas mais prazerosas da vida é poder olhar nossa coleção toda organizada não é mesmo? Pois é… Olha que beleza meus Mangás da Sailor Moon e da Sakura na estante nova:

Bem é isso minha gente. E vocês por aí, muitas novidades em Janeiro?

Até Já,

Bah. 😉

O que estou lendo em Janeiro

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Pois é minha gente, o ano virou e eu voltei! Vamos ver se eu consigo aparecer por aqui pelo menos uma vez por semana para manter esse lugarzinho sem teias de aranha, não é mesmo?

A verdade é que depois do assalto aqui em casa as coisas ficaram complicadas, demorou para tudo voltar ao normal e até agora eu ainda não peguei bem o ritmo de funcionamento da vida de novo. Ai você fala: Mas, Barbara já faz quase dois anos! Eu te respondo: Eu sei, eu sou lerda, me deixa!

Sem falar de coisas tristes no começo do ano, e esse post nem é para isso e sim para retomar as atividades aqui e dizer o que eu pretendo ler esse mês, eu também sei que o mês está quase no final, mas não vamos julgar os coleguinhas na internet, combinado?

La Ferme des Animaux (A Revolução dos Bichos) de George Orwell:

Esse ano eu gostaria de ler um livro em francês por mês… Gostaria, mas já sei que tem meses que isso ocorrerá maravilhosamente e meses em que não vai rolar, pois esse ano defendo minha dissertação e espero não enlouquecer.  Como eu nunca havia lido um livro não adaptado em francês, comecei com um que eu já conhecia e estou cotejando com a tradução em português.

Ode as nossas vidas infames de L.E. Haubert:

Eis a sinopse: ” Ode as Nossas Vidas Infames reúne singelos contos sobre as mais diversas situações e, principalmente, sentimentos que a vida cotidiana acomete nos indivíduos que se encontram em conflitos internos e externos. Tudo se relaciona a reflexões e sensações de onde o mundo vai sendo repensado por outra perspectiva; inclusive a desse homem infame que foi posto a parte e agora retorna como herói. Afinal não seriam todas as vidas cotidianas partes de uma obra de arte?”

Esse livro tem um significado especial, porque eu conheço a autora e ela é minha colega de curso! *-*.

3º Sete Narrativas Góticas de Karen Blixen:

A proposta de ler esse livro, que eu peguei emprestado da biblioteca do bairro btw, veio meio inesperadamente no começo de janeiro, junto com o convite para participar de um clube de leituras.

Ei-lo então na lista dos livros que pretendo ler. Sei que esse é um livro ame-o ou odeio-o, mas eu estou gostando do pouco que li por enquanto, gosto muito da maneira que a Karen Blixen escreve e estou gostando desses contos  góticos, contados meio como antigamente ao pé da fogueira.

 

Sim queridos, apenas 3 livros estão na lista de pretendidos. Comparado com a minha lista de afazeres está de bom tamanho se eu conseguir concluir a leitura dos três. ^^

 

Até mais,

Bah.

 

 

A insustentável leveza das escolhas

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Não, você não está louco. Eu parodiei o título daquela famosa obra, daquele famoso escritor muito mais hábil do que eu …

Escolher envolve muitas coisas em muitos âmbitos, mas o dilema está sempre presente. O que me motiva a escrever isso é aquele velho conhecido binômio: Persistir ou desistir?

Algumas vezes paramos no meio do caminho e nos perguntamos qual o objetivo daquilo que estamos fazendo, tentamos nos visualizar no futuro com aquela meta realizada… Coisa de gente velha, diriam uns. Alguns outros tantos poderiam diagnosticar isso como covardia. Eu, poeirinha da poeira, prefiro chamar essa atitude de respeitosa. Isso é auto-respeito sim senhores! É carinho consigo e com aquilo que se escolhe conscientemente ou não.

Desistir não é uma escolha simples e nem uma atitude desprovida de dor. Veja, quando desistimos de algo fechamos uma janela, viramos a página, enfim, mudamos. Não é tão simples como um abandono de algo que poderá ser retomado quando nos aprouver. Desistir é abrir mão, é saber que estamos demonstrando auto-respeito suficiente deixando para trás situações que no fazem mal, pessoas que nos intoxicam, ideias que não nos servem mais.

Engraçado como geralmente pensamos o contrário, não é mesmo? Achamos que aquele que persiste é sempre o com mais força de vontade e raramente enxergamos a batalha daquele que corajosamente desiste enquanto continuar a fazer algo que não  lhe cabe mais  seria mais comodo.

Calma lá! Não vá dando por barato que esse texto é uma ode ao desistente.Persistir é brincar de corda bamba na linha das escolhas. Ficar se equilibrando entre o “e se” e o “faça”, entre o agora e o futuro, entre a incerteza e a esperança. Essa sutileza que te faz ficar imóvel na corda, ou caminhar sobre ela sem titubear exige treino, foco e muitas vezes escolher com sangue frio.

Ah! E você esperando conclusões! Mas… Espera aí! Você chegou até aqui?! Te agradeço por ter persistido nesse amontoado de baboseiras. Para os que desistiram, fica meu respeito.

Quanto a esse espaço aqui, depois que tirei todas as teias de aranha, ele persistirá. Mesmo que só eu apareça por aqui, ainda que esporadicamente, com textos longos, desses que a gente rola a página até chegar em outro post mais interessante.

Ainda que seja besteira, persistir, pelo menos por enquanto é o maior sinal de auto-respeito que eu poderia demonstrar.

Até breve,

Bah. ^^

Book Haul e leituras de Julho e Junho

Calma, eu sei que já estamos em Setembro! Por isso mesmo, é melhor eu colocar em ordem as leituras e compras de cada mês aqui, até alcançar o mês certo. ( Se tudo sair como esperado, eu devo conseguir fazer isso até o final de Setembro).

Leituras de Junho

Em Junho, eu não comprei nenhum livrinho se quer! Também não li muito… Li os 2 primeiros volumes de Neo Genesis Evangelion e os volumes 3 e 4 de Pretty Guardian Sailor Moon.

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Sério, o que é Evangelion, minha gente? Eu nunca, havia lido os mangás ( a não ser a versão Iron Maiden), apenas assistidos aos animês. Eu consegui me apaixonar de novo pela história e agora, pretendo ler um volume por mês.

Quanto a Sailor Moon, o que dizer? É Sailor Moon, né gente, os desenhos são fofos e a história é fofa!! Fim.

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Em Junho a história foi um pouco diferente, eu  estava finalmente de férias e podia me dedicar a ler obras não acadêmicas. Então, eu li:

1.Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel;

2.Crime e Catigo – Mangá do Osamu Tezuka;

3.Metrópoles – Idem;

4.Como treinar o seu dragão.

Também em Junho eu comprei essas belezinhas pra minha coleção. A Cosac Naify estava em promoção lá na faculdade, aproveitei e trouxe eles para morarem na minha estante.

1º Contos Completos de Virgínia Wolf:

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Eu gosto muito de Virgínia Wolf e pra variar, essa edição da Cosac Naify está esplendorosa.

2º Mary Poppins:

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Supercalifragilisticexpialidoso!!! Não tenho nada além para acrescentar sobre essa edição!

Por enquanto é isso,

Até Já.
Beijos,
Bah ;D

Diamonds and Rust

Eu sei, já faz um tempo… É que encontrar vontade para fazer qualquer coisa tem sido uma tarefa árdua.

Acho que você já percebeu que esse vai ser um texto longo, então fique a vontade, sente e relaxe ou vá buscar uma xícara de chá com bolachinhas, eu te espero pra continuar a história…

Não sou do tipo que gosta de falar sobre as desventuras da vida para primeira pessoa que encontro, mas acredito que certas histórias merecem ser repetidas até você se cansar delas, para nunca mais repeti-la ou, até que ela já não exerça mais nenhum efeito sobre você. Eu estou tentando fazer um pouco dos dois.

Há algum tempo, quando eu chegava em casa com meu namorado, três indivíduos se aproximaram, apontaram armas em nossa direção e entraram na minha casa. Daí para frente foram 3 horas de terror, agressões, aflição e incertezas… 3 horas que pareciam eternas. Não vou contar todos os detalhes dos acontecimentos, não vejo porque infligir as pessoas o mesmo sofrimento que a minha família passou, ou está passando.

Os pensamentos e emoções ainda são confusos e querer ordená-los na forma de um texto coerente é no mínimo desafiador. Eu não sabia quantos de nós sairíamos vivos dessa situação, eu não sabia se conversaria com meu namorado novamente – como foi ele quem acompanhou as criaturas na funesta missão, viu os rostos deles e todo o resto eu achei que eles não quereriam deixar “pontas soltas” – pensava nos meus pais, em tudo aquilo que eles conquistaram e estava sendo levado deles, temia por eles e por meu irmão. Sentia meu coração morrer um pouquinho, cada vez que via ou ouvia algum dos meus entes queridos serem maltratados.

Dessa história toda, ficaram as pichações que eles fizeram na parede da casa, os espaços vazios nas estantes, antes ocupados por coleções, eletrodomésticos e eletrônicos,  a bagunça na casa e na vida, a insegurança , o medo a angustia e a revolta.

Nós sabemos que não somos um caso isolado, muitas famílias passam por esse tormento, sabemos que o importante é que estamos todos vivos e bem. Sabemos que com esforço e trabalho vamos reconquistar nossos objetivos e rotinas novamente, mas… Saber e sentir estão ao que tudo indica, estão realmente em planos separados. Sobretudo, em épocas eleitorais onde se confundem ética  e direitos com mercadoria, marketing e branding… Mas não quero transformar esse relato em discussão política.

Criar forças, expectativas, esperanças, coragem, tira-los de espaços vazios está sendo a ordem do dia, todos os dias, todas as horas. As marcas vão ficar para sempre, mas pelo menos aqui em casa nós resolvemos olhar para as cicatrizes com carinho de quem respeita muito sua história e seu esforço ao invés de semear amargura nas feridas abertas.

Beijos,
Bah.

Jimmy, o danado!!

Hoje foi dia de levar o Jimmy para tomar a segunda dose da vacina, aí eu me toquei que ainda não havia falado dele por aqui. Com vocês, Jimmy, o danado:

Não se deixem enganar por essa carinha...

Não se deixem enganar por essa carinha…

O Jimmy nasceu no dia 10 de Março, mas só veio morar conosco dia 5 de Maio. Desde que o adotamos, ele só nos trouxe alegrias e muitas, muitas, peraltices mesmo.

Vou deixar algumas fotos dele, tiradas em Maio, espero que gostem:

"Me deixa, não estou para fotos hoje! " #antipatico

“Me deixa, não estou para fotos hoje! ” #antipático

"Eu vou me comportar, eu prometo"

“Eu vou me comportar, eu prometo”

Espero que todos tenham um ótimo dia!! ^^

Até a próxima…
Beijos,
Bah =D